segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O reinado de Luiz Gonzaga na música brasileira

A Grande Muralha da China

Conheça o projeto do Trem de Alta Velocidade brasileiro

Trembala

domingo, 30 de agosto de 2009

Para o governo de Israel, o Holocausto é instrumento a ser usado em chantagem política

Leia a notícia abaixo.

O Primeiro Ministro de Israel, Benyamin Natanyahu, usa o Holocausto como instrumento banal de chantagem política.

O governo de Israel, nos últimos anos, usa o Holocausto abundantemente, sempre que deseja obter alguma vantagem política ou estratégica.

Violam e desrespeitam os milhões de mortos judeus, ciganos, homossexuais, eslavos (morreram 10 milhões de russos na Segunda Guerra, e 6 milhões de judeus).

A atitude destes homens, a frieza, o desprezo pela inteligência, pela consciência, pela honra e pela ética, são inacreditáveis.

Ao ousar e usar o Holocausto com tamanho cinismo, estão desonrando, simplificando, abusando dos milhões de mortos judeus.

Ao longo dos últimos anos, abandonaram a própria religião de seus antepassados, abandonaram o Talmude, e criaram “A Religião do Holocausto”, em que tudo se justifica pelo Holocausto.

" Museus do Holocausto” proliferam em todo o mundo, financiados por ricos Sionistas, a fim de justificar toda a violência de Israel. Transformam o Holocausto em espetáculo, em motivo de curiosidade e atração turística.

Os Sionistas não falam mais no Antigo Testamento, são obcecados pelo Holocausto, pensam, vivem, respiram Holocausto.

Banalizaram a morte de seus irmãos, transformaram o Supremo Sacrifício em arma política, em instrumento de barganha com a comunidade internacional.

E a comunidade judaica mundial aceita que os dirigentes Sionistas de Israel cometam tal desrespeito com seu próprio povo.

É lamentável, a passividade com que a diáspora judaica aceita estes abusos e estas blasfêmias, cometidas em seu nome.

Com declarações como esta, os Nazistas que governam Israel com o único objetivo de exterminar os Palestinos e expulsa-los de suas terras, mostram cada vez mais sua face real, em nada diferente dos criminosos da CIA de George Bush, dos SS de Hitler, da NKVD de Stalin.

E como todos eles, Netanyahu também passará. E quem sabe, algum dia possa ser julgado por seus crimes contra a humanidade e contra os Palestinos.

São implacáveis.

Por dois anos, o alemão Ernst Zundel ficou preso sem ser acusado da qualquer crime, no Canadá, sob a alegação de que era uma ameaça à Segurança Nacional. No dia 1 de Março de 2005 foi levado a um avião fretado que o transportou até a Alemanha, onde foi julgado e condenado a cinco anos de prisão por “Negação do Holocausto”.

Zundel tem 69 anos, é escritor, editor e ativista de direitos civis – e prisioneiro político na Alemanha. Foi preso em casa, no Tenessee, onde morava com a esposa, e duas semanas depois deportado para o Canadá. As autoridades canadenses, alegando que ele é uma ameaça à Segurança Nacional, o mantiveram em isolamento por dois anos.

Durante os 40 anos em que viveu no Canadá nunca foi acusado de qualquer crime. Pelo contrário, foi vítima. Sofreu pelo menos três tentativas de morte, inclusive uma tentativa de atear fogo à sua casa.

Grupos Sionistas exigiram que Zundel fosse deportado para a Alemanha, onde responderia por “Crime de Pensamento”, por “Negar o Holocausto”. (“Negação do Holocausto” é contra a lei na Alemanha, França, Suiça e alguns países Europeus).

Sylvia Stolz, advogada alemã de 44 anos que defendeu Ernst Zündel no processo sobre a alegada morte de milhões de judeus durante o governo nacional-socialista, foi condenada a três anos e meio de prisão e cinco anos de proibição de atuar como advogada.

Durante o processo de Zündel, Sylvia Stolz colocou em dúvida a veracidade da historiografia oficial do Holocausto, o que é crime na atual República alemã. A promotoria chegou a afirmar que Stolz vive em um mundo de ilusões e acredita restaurar a honra da Alemanha. Além disso, acusou a ré de fanático anti-semitismo.

A advogada nunca usou de violência, nunca fez apologia à violência. Ela defendeu o ponto de vista de seu cliente e para isso utilizou-se de fatos e racionalismo. Sua determinação levou-a a seu próprio sacrifício. Um exemplo de retidão de caráter.

O Dr. Gerald Frederick Töben foi detido no aeroporto londrino de Heathrow, em cumprimento a uma ordem européia de detenção expedida pela Alemanha.

Töben nasceu na alemanha em 1944 e sua família emigrou para a Austrália em 1954. Ele se tornou cidadão australiano e é diretor do Instituto Adelaide, fundado em 1994, voltado para pesquisas sobre o Holocausto.

Em 1999, durante uma viagem pela Europa com o objetivo de procurar a "verdade sobre o holocausto", Töben publicou sua vivência neste período através de diário divulgado na internet, fora da Alemanha. Isto foi o suficiente para que o Estado "democrático" alemão o condenasse a 10 meses de reclusão.

Wolfgang Fröhlich, austríaco, engenheiro sanitarista, é a mais nova vítima da perseguição política perpetrada por aqueles que julgam "em nome do povo".

Em 1998, Fröhlich atuou como perito no processo contra Jürgen Graf. Durante as audiências, Fröhlich usou todo seu conhecimento técnico em esterilização para demonstrar aos leigos juízes, a impossibilidade técnica de gaseamento nas alegadas câmaras de gás em Auschwitz e Majdanek.
Fröhlich foi condenado a quatro anos de detenção por duvidar do Holocausto.

O austríaco Gerd Honsik, 67, foi condenado por um tribunal de Viena a cinco anos de prisão por negar a existência do Holocausto. Ele já havia sido condenado por acusações similares em 1992, porém fugiu para a Espanha, onde viveu até 2007, quando foi preso e extraditado para a Áustria. Cabe recurso.

O julgamento durou três dias. No final, o júri considerou, de forma unânime, que o acusado era culpado de negar o genocídio judeu na Segunda Guerra e de questionar a existência de câmaras de gás, informou a rádio pública ORF. Os crimes estão ligados a afirmações que o austríaco fez em sua revista, "Halt", e em diversos livros.

Condenado em 1992, Honsik conseguiu escapar da Justiça e se radicar na Espanha, onde os crimes pelos quais ele tinha sido perseguido não existiam. Segundo a acusação, porém, como ele continuou fazendo propaganda pró-nazista na internet, novas denúncias foram feitas, e foi expedida de uma ordem de captura internacional.

Honsik, que nega as novas acusações, acabou detido em 23 agosto de 2007 na Espanha e extraditado à Áustria. "É um dos líderes ideológicos da cena neonazista", disse o promotor Stefan Apostol. Para o promotor, as ideias de Honsik são perigosas porque podem iniciar tumultos entre pessoas desempregadas ou com pouca educação.

Durante o julgamento, depois de ter pedidos de exibição de provas negados pelo juiz Andreas Boehm, o acusado começou a esmurrar a mesa.

"Quero poder me defender. Não tenho nada a perder. Estatisticamente, tenho mais nove anos de vida", ele disse. O advogado de Honsik, Herbert Schaller, já anunciou que vai recorrer da decisão. "Impor uma pena de cinco anos de prisão devido ao exercício da liberdade de opinião é intolerável."

Desde novembro de 2006, quando iníciou seu julgamento, ele foi transferido para a prisão de Heidelberg onde se encontra até hoje
Contra ele pesa um processo político que poderá encarcerá-lo por 5, 10 ou 15 anos,

O acadêmico alemão Germar Rudolf publicou diversos artigos, brochuras, livros e jornais em alemão e inglês, tanto em sua pátria Alemanha, como também no estrangeiro. Até seu encarceramento, ele era proprietário de uma editora técnica que se concentrava em estudos técnicos especializados de certos temas históricos. Germar Rudolf goza de alto prestígio frente a um grande número de professores em todo o mundo como pesquisador, devido ao seu alto conhecimento acadêmico.
[...]
Mas qual foi o crime de Germar Rudolf? No passado, ele recusou a aceitar uma lei criminal alemã que obriga todos cidadãos a recitar a versão oficial de um detalhe da história alemã - e ele manteve sua recusa!



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Antonio Gades, a alma do Flamenco

As sanfonas que moldaram um país

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sábado, 29 de agosto de 2009

Gilmar Mendes livra Palocci e mais uma vez envergonha a justiça brasileira

Mais uma vez, o Sr. Gilmar Mendes foi coerente com seus interesses pessoais, suas ambições, seus compromissos políticos, seus planos, e envergonhou a toga que usa, a profissão que adotou, e a justiça do Brasil.

O Brasil, por pior que seja, não merece Gilmar Mendes.

Até Lula, com todos os seus defeitos, é palatável.

Mas um Congresso presidido por José Sarney só podia realmente ter um Presidente do STF como Gilmar Mendes.

O julgamento de ontem foi uma vergonha.

Todo o país sabe que Antonio Palocci é corrupto, que se aproveitou do cargo de Ministro para violar o sigilo bancário do jovem Francenildo dos Santos Costa, que saiu do tribunal cabisbaixo e evidentemente descrente das nossas instituições.

Fica a pergunta: o que fazer? Como eliminar os Sarney, os Gilmar Mendes, os Palocci, como?

Mas do jeito que está não é possível ficar.

É inaceitável.

A impunidade dos juízes do STF, nomeados pela vida toda, e que não podem ser demitidos, é uma anomalia.

É no mínimo essencial que seja modificada esta disposição, para que estes senhores tenham de prestar contas a alguém, já que hoje não prestam contas a ninguém.

Como é possível que um órgão do Governo do Brasil não preste conta a ninguém?

Que não tenha de dar satisfações a ninguém?

Que possa “se lixar para a opinião publica?”.

Isto é inaceitável.

Permite que pessoas inescrupulosas como Gilmar Mendes se aproveitem para fazer negócios à custa de seu cargo (veja artigo sobre isso clicando aqui) e não tenham de prestar contas de seu trabalho. Simplesmente não têm patrão.

Senhor Mendes, o Senhor é nosso funcionário. Nós pagamos o seu salário. Pelo menos deveria assim ser.



Sexta-Feira, 28 de Agosto de 2009

Por 5 a 4, STF livra Palocci da ação sobre quebra de sigilo do caseiro

Maior parte dos ministros segue voto do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, relator do inquérito

Mariângela Gallucci, BRASÍLIA

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem um obstáculo à candidatura do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci ao governo de São Paulo ou a outro cargo de relevo em 2010. Por cinco votos a quatro, os ministros decidiram que o parlamentar não deve responder a uma ação penal por suspeita de participação na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

O STF rejeitou um pedido da Procuradoria Geral da República para que fosse aberto processo criminal contra Palocci. A maioria dos ministros seguiu o voto do relator do inquérito no STF, o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. Segundo ele, não existiam no inquérito elementos que comprovassem a participação de Palocci na quebra do sigilo.

Livre de entraves na esfera criminal, Palocci ainda é alvo de dez ações civis por supostos atos de improbidade administrativa cometidos quando era prefeito de Ribeirão Preto.

"A análise exaustiva e pormenorizada dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e, menos ainda, que indiquem uma ordem dele proveniente para a consulta, emissão e entrega de extratos da conta", disse Mendes.

"Nos presentes autos, nem sequer se consegue descrever a conduta dolosa ou culposa, absolutamente necessária para a responsabilização penal. O que existe é um conjunto de ilações que, embora tenham aspiração de serem verdadeiras, como é o caso do benefício, não estão suficientemente concatenadas de forma a constituir elementos de prova", acrescentou o ministro. Segundo Mendes, também não há provas do envolvimento do ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda Marcelo Netto na divulgação dos dados bancários de Francenildo.

O ministro Ricardo Lewandowski foi direto: "Consultando os autos, vejo que os indícios de autoria relativamente a dois acusados - Antonio Palocci e Marcelo Netto - são débeis, frágeis e tênues. Baseiam-se em meras presunções, especulações", disse Lewandowski.

Durante o julgamento, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, relatou detalhes da denúncia. Ele sustentou que Palocci, Netto e Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, instituição na qual o caseiro era correntista, tiveram envolvimento com a quebra ilegal do sigilo de Francenildo e com a divulgação, pelo site da revista Época, de depósitos recebidos por ele no total de R$ 38 mil. Aliados de Palocci insinuaram que Francenildo teria recebido dinheiro para depor contra o ex-ministro na CPI dos Bingos, mas os depósitos eram do pai do caseiro, um empresário do Piauí.

Segundo o procurador, na época houve aumento da frequência das ligações telefônicas entre Palocci e Netto. "A quebra do sigilo telefônico dos terminais revelou que nos dias 16 e 17 de março (de 2006) Palocci e Marcelo Netto mantiveram numerosos contatos entre si, o que não era usual", disse. "Não está em causa se o ministro da Fazenda e o presidente da Caixa Econômica Federal podem, no exercício de suas funções, ter notícia de movimentações financeiras atípicas para comunicá-la aos órgãos competentes", afirmou. "O que se aponta como delituoso é que essa notícia seja usada para fins pessoais."

O advogado José Roberto Batocchio, que defendeu Palocci, disse no plenário do STF que não havia provas de que o ex-ministro da Fazenda tivesse participado da violação do sigilo bancário. Segundo Batocchio, a Procuradoria Geral da República não conseguiu provar o envolvimento de Palocci no fato. "Desafio quem quer que seja a fundamentar e demonstrar em que momento, em que hora, de que forma, por que maneira ele teria determinado isso e a quem", afirmou Batocchio.

O advogado destacou ainda que Mattoso e Netto já afirmaram que Palocci não teve nada a ver com a violação do sigilo bancário e a divulgação dos dados de Francenildo. "O poderoso contra o humilde fascina a imprensa. Davi contra Golias. Mas o poderoso também merece Justiça", afirmou.

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Marco Aurélio viu ação para desqualificar Nildo

Mariângela Gallucci, BRASÍLIA

Autor do mais longo e enfático voto a favor da abertura do processo criminal contra o deputado Antonio Palocci (PT-SP), o ministro Marco Aurélio Mello afirmou durante o julgamento de ontem no STF que ficou claro que a quebra do sigilo bancário e a divulgação dos dados para a imprensa tiveram o objetivo de desqualificar o caseiro Francenildo dos Santos Costa.

"Os indícios são mais do que suficientes a ter-se a sequência da ação penal", afirmou Marco Aurélio. "Não tenho como não proceder à imputação quanto ao deputado Antonio Palocci, mas proceder quanto a Jorge Mattoso", disse o ministro. "Vislumbro aqui uma estratégia. Posso imaginar que se sustentará que aquele que levantou os dados simplesmente cumpriu o dever. Espero que esse cumprimento do dever não frutifique."

Ele ressaltou que o encontro entre Mattoso e Palocci para a suposta análise dos dados bancários de Francenildo ocorreu após o expediente. Segundo Marco Aurélio, presume-se que o ex-ministro "seja uma pessoa preocupada com as finanças do País, e não com as do caseiro".

Também a favor do recebimento, o ministro Carlos Ayres Britto falou sobre a origem do caseiro. "Esse caso é emblemático porque envolve um cidadão comum do povo, um homem simples, que teve a coragem de revelar o que lhe parecia desvio de comportamento de pelo menos uma autoridade do primeiro escalão", disse. A ministra Cármen Lúcia também votou pela abertura da ação contra Palocci.


Freire diz que 'só faltou STF decretar prisão do Francenildo'

BRASÍLIA - O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse nesta sexta-feira que "só faltou o STF (Supremo Tribunal Federal) decretar a prisão do Francenildo". O Supremo, na noite de quinta-feira, livrou o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) de responder processo criminal pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Segundo Freire, a rejeição da denúncia, por 5 votos a 4, aliada a absolvição de José Sarney no Senado, faz a população acreditar, cada vez mais, que o Brasil se transformou numa grande pizzaria.

Ainda segundo Freire, a sensação de impunidade, tem como patrocinador principal o presidente Luiz Inácio lula da Silva, que interfere diretamente nas decisões dos demais poderes da República.

- O governo Lula jogou fora todo e qualquer valor republicano - diz Freire, condenado também o aparelhamento do estado promovido por Lula e pelo PT.


'No Brasil não se apura nada', afirma Simon sobre Palocci

Em palestra para estudantes de direito, senador também lamentou absolvição de Sarney no Senado

Roberto Almeida, de O Estado de S.Paulo

O senador Pedro Simon, em debate no Largo de São Francisco SÃO PAULO - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) resumiu nesta sexta-feira, 28, com uma frase, o arquivamento das denúncias contra o deputado Antonio Palocci (PT-SP), no Supremo Tribunal Federal (STF), e contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa. "Ficou provado que no Brasil não se apura nada", afirmou.

Simon esteve em São Paulo, onde participou de evento organizado por estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP), no centro da cidade.

Respondendo a perguntas dos alunos e professores, o senador gaúcho foi provocado e respondeu no mesmo tom. "Se houvesse movimento da sociedade, duvido que o Sarney não teria renunciado", desafiou.

Questionado sobre o que seria necessário fazer para "reverter o problema da impunidade no País", avisou que é preciso uma manifestação de "fora (do povo) para dentro (do Congresso)".

De acordo com ele, esta seria a única saída possível. "Se Jader (Barbalho) e Renan (Calheiros) renunciaram e não aconteceu nada, com Sarney é que não vai acontecer nada mesmo", lamentou.

Simon lembrou dos recentes casos de corrupção na Inglaterra, em que os deputados foram punidos. Recordou da Operação Mãos Limpas, que resultou em cassações na Itália. E sublinhou que no Brasil ninguém é julgado. "Porque de dentro do Congresso e do Supremo Tribunal Federal não vai sair nada. Do presidente Lula não vai sair nada. E não adianta destituir o Conselho de Ética, porque o STF acaba arquivando tudo", observou.

Um único momento de descontração surgiu durante o encontro, que durou 3 horas, quando Simon recebeu a informação de seu assessor que a representação do PSOL no STF, que pretende garantir a tramitação do recurso contra o arquivamento das denúncias contra Sarney, será relatada pelo ministro Joaquim Barbosa. "Boa notícia, acho que vamos ganhar", sorriu.

PMDB e Marina

"O comando do PMDB se vende para quem pagar mais", disse Simon, sobre a eleição presidencial do ano que vem. "O PMDB vai mamar nos braços de quem ganhar", anotou, referindo-se à candidatura petista da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e à candidatura tucana ainda não definida entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

O senador gaúcho, que não poupou críticas a seu próprio partido, logo foi perguntado por qual motivo não deixava a legenda. "Porque eu represento o antigo MDB", afirmou, resignado.

Empolgação sobre 2010 apenas com a possível candidatura da senadora Marina Silva (sem partido-AC) pelo Partido Verde. Para Simon, ela "dá outro caráter para a disputa" e "vai mudar o tom da campanha". "Sai de cena o conteúdo do qual o povo já está de saco cheio", disse.

A ressalva, porém, parte do comando do PV. O deputado Zequinha Sarney (MA), filho do presidente do Senado, preside a legenda e foi lembrado por Simon.

"A gente acha que o Sarney nasceu com aquilo virado para a lua, mas não. A lua está no lugar daquilo dele, porque o Zequinha está no PV", afirmou o senador gaúcho, arrancando aplausos e risos dos estudantes.

De quatro - João Ubaldo Ribeiro

Domingo, 23 de Agosto de 2009

Ponto de vista

De vez em quando eu olho aqui, olho acolá, leio o jornal do dia, vejo alguns noticiários de televisão e concluo que se, por exemplo, o governo decretasse que, de agora em diante, os cidadãos e cidadãs iam ter de ficar de quatro, enquanto estivessem em agências bancárias e repartições públicas, poderíamos esperar ver todo mundo engatinhando no dia seguinte, sem reclamar.

- Estamos baseados em estatísticas - explicará um porta-voz do ministério responsável. - Em média, os assaltos a bancos são iniciados com 86,6% dos clientes de pé, o resto sentado e nenhum de quatro. Por outro lado, não há registro de assaltos iniciados com os clientes de quatro. A mesma coisa com mau atendimento em repartições públicas, porque, entre as pessoas que ficaram de quatro nas filas do SUS, somente 23,8% deixaram de ser atendidas. Portanto, essa medida terá como efeito a redução drástica dos assaltos a bancos e do mau atendimento em órgãos públicos.

Claro, resta-nos alguma altivez e poderemos esperar protestos indignados. Haverá passeatas e caras pintadas por todo o Brasil e, depois de manifestações ruidosas, as demandas dos rebelados serão atendidas. Ninguém pode ir contra a objetividade estatística e deixar de cooperar com a segurança e a tranquilidade públicas, de maneira que se negar a ficar de quatro estará fora de cogitação, mas o ministério se obrigará a fornecer luvas de couro e joelheiras gratuitas a todos os que tiverem de ficar de quatro. (E aí se fará a licitação para a compra desses equipamentos, vai ter subfaturamento, a Polícia Federal vai pegar três quadrilhas, sai no Jornal Nacional - e o resto da história já sabemos, todo mundo solto, o script habitual, mas isso já é outra conversa.)

O pessoal se esquece, mas eu não - e prometi que volta e meia tocaria no assunto, só por ranhetice mesmo - daquele famoso kit de primeiros socorros para usuários de automóveis. Vocês se lembram, havia um ou mais itens dele que só eram fornecidos por um fabricante. Ameaçados de sanções terrificantes, os donos de carros morreram em dez ou quinze pratas, não lembro bem, para comprar o kit. Deve ter sido um belo catado. Pouco depois, o governo anunciou que não era nada daquilo, realmente o kit era ainda pior do que kit nenhum e ficou tudo por isso mesmo. Tenho certeza de que o dinheiro arrecadado foi todo destinado à melhoria das estradas do País. E ninguém protestou nem se recusou a pagar, não houve nem necessidade de enrolação enfeitada por números e porcentagens pseudoestatísticas.

E assim vamos, cada vez mais protegidos pelo manto generoso do Estado e seu incansável governo. Suponho que, à luz (ou à sombra) de medidas como as tomadas contra o fumo, está implantada, ou começando a implantar-se, a noção de que o indivíduo é social e juridicamente responsável por sua saúde, nos casos em que não cuidar dela possa prejudicar outros ou onerar os serviços públicos. Por consequência, não somente fumar deve ser coibido como, talvez mais ainda, ingerir bebidas alcoólicas. O sujeito que bebe de forma contumaz está, é claro, minando seriamente sua saúde. Frequentemente, os bêbedos também matam ou aleijam inocentes, que não têm nada a ver com a cachaça alheia. E não somente os bêbedos adoecem assim. Quantos pais de família irresponsáveis não ingerem produtos tidos (e como tal provados por ''estatísticas'') como cancerígenos, ou causadores de entupimento nas artérias, e por aí vai?

Diante da confusão criada por esse quadro, caberia ao Estado, mais cedo ou mais tarde, definir o que é saúde. Não sei que rumos tomaria tal empreitada, mas, com certeza, certos grupos, não apenas fumantes e alcoolistas, seriam punidos, como os gordos. Ou os que se recusam a fazer exercícios físicos. Não descarto a hipótese de um imposto especial sobre as grandes gorduras (o popular carnê-barriga) ou a contribuição permanente de indolência física. Para não falar na saúde mental, que compõe o quadro geral da higidez. Imagino que, num futuro que espero ainda remoto, poderá ser declarado maluco quem não apoiar o governo. Sei que pensam que maluco sou eu, quando imagino esse tipo de coisa, mas basta recordar a internação, em hospitais psiquiátricos, de dissidentes de regimes do tempo da Cortina de Ferro. Mais proximamente, antevejo medidas contra a depressão, seguramente um sério problema de saúde. Não custará nada proibir livros, peças, filmes e músicas que possam levar à depressão ou a sentimentos, em última análise, deletérios para o equilíbrio mental e emocional e, deste modo, para a saúde. De novo, maluco sou eu, mas me lembro do nazismo, que, afinal, não está tão distante assim e nunca realmente deixou de existir.

As mais novas providências para nos proteger acabam de ser tomadas em relação às farmácias. As normas, pelo que sei, são iguais para todas as farmácias, não importa se na menor das cidades ou numa grande capital. O ímpeto inovador do Estado faz com que ele veja as farmácias das pequenas cidades remotas sob a mesma ótica que as grandes cadeias, nas áreas metropolitanas. Nem mesmo fazer as vezes de agência bancária onde não existe nenhuma vai ser possível para as farmácias. Enfim, teremos farmácias - as que sobrarem depois das novas medidas e acho que em Itaparica não vai restar nenhuma - de Primeiro Mundo. Sim, os nossos principais problemas em relação a farmácias são a venda de remédios sem receita e a automedicação com a ajuda dos balconistas. Nenhum deles vai ser, nem de longe, resolvido pelas novas regras, mas, como eu digo sempre, não se pode querer tudo neste mundo e com má vontade é que não se vai para a frente. Quando pensei no exemplo dos quatro pés, não achei que era uma metáfora, mas agora estou achando.

O oficial estúpido

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As polêmicas de Richard Dawkins



No segundo programa do Milênio especial, o evolucionista britânico Richard Dawkins defende a atualidade da teoria darwiniana, e aprofunda debates sobre o desenvolvimento da consciência.

Arnaldo Jabor - Aprendemos de cabeça para baixo

Terça-Feira, 25 de Agosto de 2009

Arnaldo Jabor

Os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Temos assistido, como nunca antes, a um show de verdades através do chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Nestas últimas semanas, só tivemos desacontecimentos. O senador Mercadante ia sair da liderança do PT, irrevogavelmente. Depois, oscilou, seu mestre lhe deu um esculacho e ele voltou atrás. Marcha à ré. Desaconteceu.

A Dilma também. Ela "não" se encontrou com a Lina Vieira, não. Querem nos convencer que a Lina é maluca e resolveu inventar tudo aquilo para prejudicar a ministra. Ninguém se lembra que essa polêmica do "fui não fui" é útil para camuflar o fato de que a expulsão da Lina aconteceu somente por causa do questionamento à Petrobrás...

Tudo marcha à ré. Tudo some. As fitas de VT do Planalto se apagaram. Ninguém existe mais nas fitas. Os atos secretos voltam pouco a pouco e deixam de sê-lo. O nosso Sarney foi absolvido de tudo; as 11 acusações foram arquivadas pelo mordomo suplente - desaconteceram, sumiram na descarga do Conselho de Ética. Sarney, o Comandante do Atraso, disse que não se sente culpado de nada. Está certo - seus servos decretaram que nada houve. Nossa frágil república está sumindo.

As tramoias e as patranhas de hoje são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. Está em andamento uma "revolução dentro da corrupção", tudo na cara da população com o fito de nos acostumar ao horror.

Com a dissolução do PT, que hoje é o verdadeira partido da "direita", com o derretimento do PSDB, o destino do País vai ser a maçaroca informe do PMDB (Oba! Vem aí o tesouro da legislação do pré-sal, a ser entregue a seus malandros-chefes, que já devem estar babando).

No entanto, justiça ao narcisismo deslumbrado do Lula, com seu projeto de si mesmo: nunca nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo.

E aí, nossa única esperança: talvez estejamos aprendemos sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: uma visão do cabelo do Wellington, a cara dura de seres como o Almeida Lima, o rosto feliz do Renan e Jucá nos ensinam muito. Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!

Já sabemos que a corrupção no País não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas.

Aprendemos a mecânica da sordidez: a técnica de roubar o Estado para fazer pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, orgasmos entre empreiteiras e políticos. Querem nos acostumar a isso, mas, pode ser (oh Deus!) que isso seja bom: perdermos o autoengano, a fé. Estamos descobrindo que temos de partir da insânia e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.

Até que enfim nossa crise endêmica está sujamente clara, em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, tão fecundas como um adubo sagrado, belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a bilontragem nas cumbucas, nos esgotos da alma. Que emocionante esse sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, fazendas imaginárias , açougues fantasmas, netinhas e netinhos, filhinhos ladrões, a ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, mandingas, despachos, as galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantella, as diarreias secretas, as flatulências fétidas no Senado, diante das evidências de crime, os arrotos nervosos, os vômitos, tudo compondo o grande painel da nacionalidade.

Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que enquanto houver 20 mil cargos de confiança no País, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse código penal, nunca haverá progresso. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver.

Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas, e mais: os que foram desonrados no Congresso voltaram fortes e mandam no Legislativo. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.

Só nos resta a praga. Isso. Meu desejo é maldizer, como já fiz aqui várias vezes.

Portanto, malditos sejais, ó mentirosos, negadores, defraudadores, vigaristas, trampistas, intrujões, chupistas, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas pútridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente, que vossas mentiras, marandubas, fraudes, lérias e aldravices se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, que entrem por vossos rabos e fundilhos e lá depositem venenosos ovos que vos depauperem em diarreias torrenciais.

Que a peste negra vos devore a alma, políticos canalhas, que vossos cabelos com brilhantina vos cubram de uma gosma repulsiva, que vossas gravatas bregas vos enforquem, que os arcanjos vingadores vos exterminem para sempre!

No entanto, além das maldições, sou um otimista inveterado; fico procurando algo de bom nessa bosta toda!

Talvez esta vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos. A esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno. Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Radios dos anos 70

Nouriel Roubini, que previu a crise mundial antes de qualquer outro economista, afirma que a Depressão ainda não acabou

Cresce o risco de nova contração

NOURIEL ROUBINI

ESPECIAL PARA O "FINANCIAL TIMES"


A ECONOMIA mundial está começando a se recuperar da pior recessão e crise financeira desde a Grande Depressão. No quarto trimestre de 2008 e nos primeiros três meses de 2009, o ritmo de contração na maioria das economias avançadas era semelhante à queda livre do PIB que os países registraram nos estágios iniciais da Depressão. No entanto, no final do ano passado, as autoridades econômicas, que até aquele momento estavam agindo tardiamente, enfim começaram a usar a maioria das armas disponíveis em seus arsenais.

Os esforços deram frutos, e a queda livre da atividade econômica se atenuou. Existem agora três questões em aberto quanto às perspectivas. Quando a recessão mundial vai acabar? Que forma tomará a recuperação econômica? Existem riscos de recaída?

Quanto à primeira questão, parece que a economia mundial chegará ao fim da queda no segundo semestre de 2009. Em muitas economias avançadas (Espanha, Estados Unidos, Itália, Reino Unido e em alguns países da zona do euro) e em alguns emergentes (principalmente na Europa), a recessão não se encerrará formalmente antes do final do ano, já que os brotos verdes da recuperação ainda estão cercados de ervas daninhas. Em algumas outras economias avançadas (Alemanha, Austrália, França e Japão) e na maioria dos mercados emergentes (China, Índia, Brasil e outras partes da Ásia e América Latina), a recuperação já começou.

Quanto à segunda questão, o debate se trava entre aqueles -a maioria do consenso econômico- que antecipam uma recuperação em forma de V, com rápida retomada de crescimento, e aqueles -como eu- segundo os quais a recuperação será em U e se manterá anêmica e abaixo da tendência por ao menos dois anos, após um par de trimestres de rápido crescimento alimentado por reposição de estoques e recuperação da produção ante os níveis quase tão desfavoráveis quanto os da Grande Depressão.

Existem diversos argumentos que apontam para uma recuperação fraca e em forma de U. O emprego continua a cair acentuadamente nos Estados Unidos e em vários mercados -em economias avançadas, o desemprego estará acima dos 10% em 2010. Isso é má notícia não só em termos de demanda e prejuízos bancários mas também em termos de capacitação profissional, um fator chave para o crescimento da produtividade em longo prazo.

Segundo, temos uma crise de solvência, e não apenas de liquidez, mas ainda não começou uma redução real no endividamento, porque os prejuízos das instituições financeiras foram socializados e transferidos aos balanços dos governos. Isso limita a capacidade de empréstimo das instituições financeiras, a capacidade de gasto dos domicílios e a capacidade de investimento das empresas.

Terceiro, nos países que operam com deficit em conta corrente, os consumidores precisam começar a cortar gastos e poupar mais, em um momento em que as pessoas endividadas enfrentam um choque de patrimônio causado pela queda nos preços das casas e dos mercados de ações e pela retração na renda e no emprego.

Quarto, o sistema financeiro -a despeito do apoio das autoridades- continua severamente danificado. A maior parte do sistema bancário paralelo desapareceu, e os bancos tradicionais estão sobrecarregados com trilhões de dólares em prejuízos inesperados com empréstimos e títulos, enquanto ainda se mantêm perigosamente subcapitalizados.

Quinto, os lucros fracos (causados por dívidas elevadas e riscos de inadimplência, crescimento baixo e persistentes pressões deflacionárias sobre as margens de ganhos empresariais) restringirão a disposição das companhias de produzir, contratar trabalhadores e investir.

Sexto, o endividamento do setor público por meio do acúmulo de pesados deficits fiscais ameaça dificultar a recuperação nos gastos do setor privado. Os efeitos das políticas de estímulo, além disso, se dissiparão no começo do ano que vem, o que vai requerer maior demanda privada para sustentar o crescimento.

Sétimo, a redução nos desequilíbrios mundiais implica em que os deficits em conta corrente de economias perdulárias, como a dos EUA, vão reduzir os superávits das economias que poupam em excesso (Japão, Alemanha, China e outros emergentes). Mas, caso a demanda interna não se expanda rapidamente o bastante nos países superavitários, resultará em recuperação mais lenta do mundo.

Recessão em forma de W
Também existem duas razões para que exista risco ascendente de uma recessão de duplo mergulho, em forma de W. Para começar, existem riscos associados às estratégias de saída para o grande relaxamento da política monetária e de estímulo fiscal: as autoridades serão criticadas por agir e também por não agir. Caso decidam levar a sério os grandes deficits fiscais e decretem aumento de impostos, corte de gastos e redução da liquidez excessiva, poderão solapar a recuperação e levar a economia a uma estagdeflação (recessão e deflação).

Mas, caso mantenham grandes deficits orçamentários, os ativistas dos mercados de títulos públicos punirão as autoridades econômicas. As pressões inflacionárias subirão, os rendimentos dos títulos públicos de longo prazo terão de subir e as taxas de empréstimo dispararão, gerando estagflação.

Outro motivo para temer uma recessão de duplo mergulho é que os preços de petróleo, energia e alimentos agora estão subindo mais rápido do que os fundamentos econômicos justificam e podem ser propelidos a alta ainda maior pela liquidez excessiva em busca de ativos e pela demanda especulativa.

No ano passado, o petróleo a US$ 145 por barril marcou um ponto de inflexão para a economia mundial, ao criar termos negativos de comércio internacional e um choque na renda disponível para as economias importadoras da commodity. A economia mundial não suportaria outro choque contrativo caso especulação semelhante conduza o preço do petróleo a um rápido retorno para a marca dos US$ 100.

Em resumo, a recuperação deve ser anêmica e abaixo da tendência nas economias avançadas e existe forte risco de uma recessão de duplo mergulho.
O autor é professor de Economia na Escola Stein de Administração de Empresas na Universidade de Nova York.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Nouriel Roubini (Istambul, Turquia, 29 de março de 1959) é um economista turco, de origem judaica, naturalizado estadunidense, professor da Stern School of Business da Universidade de Nova York, desde 2009.

É também presidente do grupo de consultoria RGE Monitor, especializado em análise financeira.
No início dos anos 2000, Roubini foi apelidado Dr. Doom ou Doutor Catástrofe, [2] em razão das suas previsões econômicas catastróficas - ou, pelo menos, muito mais pessimistas do que as da maioria dos economistas, na época.

Em 2005, segundo a revista Fortune, Roubini afirmou que "o preço dos imóveis residenciais surfava em uma onda especulativa, que brevemente faria afundar a economia." "Naquela época, foi qualificado de Cassandra. Agora, é considerado um sábio.

" Suas previsões atuais são igualmente apocalípticas: uma recessão persistente, com mais de dois trilhões de dólares de perdas em créditos e uma crise bancária sistêmica. "O FDIC gastou 10% das suas reservas para socorrer IndyMac, e esta foi a primeira onda de falências," diz Roubini. "Será que daqui a pouco não teremos que socorrer o FDIC?"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dan Ariely pergunta: temos controle sobre nossas decisões?

Grandes pintores russos

O Governo Obama não consegue evitar que as atrocidades cometidas pelo seu antecessor comecem a surgir

O Presidente Barack Obama desde sua eleição vem dizendo que "quer olhar para o futuro e não para o passado".

É uma posição de avestruz, que se for mantida irá desgastar Obama à medida que os horrores e as atrocidades cometidos pelos homens de Bushk vierem à tona.

E virão. São tantas, e tão cruéis e violentas, que veremos este ano ainda uma avalanche de denúncias, que assombrarão o mundo.

O comportamento da CIA e de outras organizações envolvidas na “Guerra ao Terror” começa a aparecer, e mostra que não há nenhuma diferença entre o que os americanos fizeram nos últimos oito anos e o que os nazistas fizeram entre 1933 e 1945, ou os comunistas da famigerada NKVD de Stalin. Não há diferença alguma entre os métodos das três organizações.

Não há diferença alguma entre as justificativas apresentadas por Hitler, Stalin e Bush. Os três são igualmente cruéis, paranóicos, e desumanos. E já que não conseguimos levar os dois primeiros a julgamento, é importante uma campanha mundial para que George W. Bush seja julgado, juntamente com Dick Cheney, seu vice-presidente, Donald Rumsfeld, ex-ministro da Defesa, Condoleezza Rice, Ministra de Relações Exteriores, e outros peixes menores.

É importante que o poder da Internet seja usado, que a Blogosfera se manifeste, que desta vez o mundo civilizado mostre que estes crimes não podem ficar impunes.

E mais – Bush conseguiu jogar por terra o velho e mentiroso conceito de que “Os Estados Unidos são diferentes”. Não são. Igualam-se à Alemanha de Hitler e à União Soviética de Stalin. Os homens da CIA são tão cruéis, desumanos, e animalescos como seus colegas nazistas e comunistas.

O que apenas vem confirmar que se as circunstancias forem favoráveis, o animalesco e o brutal e o violento brotam no homem – porque sempre estiveram lá, no fundo da alma. Devemos criar e incentivar instituições que pelo menos tentem prevenir este tipo de comportamentos. Tribunais Internacionais.

Não aceitar, como os Estados Unidos insistem em exigir, que os soldados americanos em outros países fiquem livres de prestar contas por seus atos. No Iraque e no Afeganistão esta ausência de responsabilidade é imposta pelos americanos. Bem como, claro, em Cuba, em um território arrancado e conquistado ao povo cubano, na bela baía de Guantánamo.

É necessário que nossa indignação não cesse.



Obama vai investigar abusos da CIA

Em outra medida que esvazia poder da agência, Casa Branca põe FBI à frente de interrogatórios de suspeitos de terrorismo

Medidas são anunciadas no mesmo dia em que relatório detalha novas violações no trato de presos da "guerra ao terror" no governo Bush

SÉRGIO DÁVILA DE WASHINGTON

Duas decisões do governo de Barack Obama tiram de fato o poder da CIA, no mais duro golpe sofrido pela principal agência de inteligência americana desde os anos 70. Na primeira, o secretário da Justiça, Eric Holder, nomeou um promotor especial para investigar 11 casos em que há acusação de abusos de prisioneiros pela CIA no governo de George W. Bush.

Segundo relatório de 2004 divulgado ontem por conta de uma ação judicial de liberdade de informação, os desmandos teriam ocorrido durante as guerras do Afeganistão e do Iraque, e sua investigação pelo promotor John Durham aumenta a possibilidade de que agentes americanos sejam levados a julgamento, algo que o governo anterior tentou evitar a todo custo.

Na segunda decisão, ficou acertado que doravante os interrogatórios de suspeitos de terrorismo serão conduzidos por uma "força-tarefa" formada por membros de diversas agências mas sob comando do FBI, a polícia federal americana, onde será sediada, e sob supervisão da Casa Branca.

As ações acontecem à luz da divulgação de detalhes inéditos do abuso de prisioneiros pelo Escritório de Ética, no primeiro caso, e após recomendação feita há algumas semanas pelo Escritório de Responsabilidade Profissional, no segundo caso, ambos do Departamento da Justiça. Serão implantadas por Holder, que toma a frente do assunto a pedido de Obama.

Desde que foi eleito, o democrata vem dizendo que prefere deixar o passado para trás e olhar para o futuro quando o assunto é investigar supostos abusos cometidos na "guerra ao terror" proclamada por Bush (2001-2009). Por um lado, teme alienar a comunidade de inteligência, vital para a segurança do país. Por outro, evita gastar um capital político já empenhado em outras questões polêmicas, como a reforma do sistema de saúde.

Ontem, o porta-voz interino da Casa Branca procurava dissociar Obama da decisão de se investigar as denúncias, que podem ter resultados imprevisíveis. Bill Burton disse que o secretário da Justiça era "um procurador-geral muito independente" -diferentemente de no Brasil, nos EUA ambos os cargos são ocupados pela mesma pessoa- e que suas decisões seriam respeitadas.

Disse ainda que o presidente acredita que ninguém que tenha agido de acordo com as regras preestabelecidas deve ser investigado ou processado. Desde que a maré política virou, os agentes se defendem dizendo que nos interrogatórios seguiam parâmetros definidos pelos conselheiros legais do Departamento da Justiça de Bush.

Furadeira
Mas os detalhes divulgados ontem sugerem que em alguns casos foram além desses parâmetros, que já eram mais licenciosos que as regras definidas por convenções internacionais. Num deles, segundo os relatórios, um dos agentes ameaça usar uma furadeira elétrica num dos prisioneiros. Em outro, diz que a mãe do detento será estuprada em sua frente.

Viria daí a decisão de Obama de passar a realização de tais interrogatórios para uma força-tarefa composta de representantes de várias agências, que tentariam coibir excessos uns dos outros. A unidade continuará algumas práticas anteriores, como a entrega de suspeitos a países aliados, mas o Departamento de Estado monitorará se os prisioneiros estão sendo bem tratados.

Não é o primeiro revés sofrido pela CIA. Criada em 1947, a agência teve suas atividades ilegais expostas após o escândalo de Watergate, quando foi descoberto que ex-agentes participaram da origem do caso que acabaria por levar à renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. Desde aquela época e até o 11 de Setembro de 2001, a agência foi regulada por uma série de medidas criadas para restringir sua ação.

Obama tem procurado desmontar o arcabouço de exceção de Bush -baniu práticas como o afogamento simulado, batizado de "waterboarding", e instituiu o manual de campo militar como parâmetro para as sessões de interrogatório. O ritmo lento das mudanças e o recuo a favor de algumas práticas do republicano que antes condenava lhe valem críticas.

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Relatório traz extensa lista de violações

DE WASHINGTON

Apenas a leitura do índice do relatório preparado pela CIA sobre as acusações de excessos cometidos por membros da agência de inteligência norte-americana entre 2001 e 2003 já dá frio na espinha. "Pistola de mão e furadeira elétrica", começa o item intitulado "Técnicas específicas não autorizadas ou não documentadas".

"Ameaças." "Fumaça." "Posições estressantes." "Vassoura e algemas." "Técnica de waterboarding." "Execuções simuladas." "Uso de frio." São autoexplicativos do que sofreram pelo menos 11 detentos que estavam sob a guarda dos EUA.

São 159 páginas, cujo teor não integral foi divulgado ontem por ação da American Civil Liberties Union (ACLU), principal entidade de direitos civis dos EUA.

O relatório foi preparado pela própria CIA em 7 de maio de 2004 e abrange atividades de setembro de 2001 a outubro de 2003. Era o auge da "guerra ao terror" declarada por George W. Bush após o ataque ao World Trade Center, em que medidas de exceção no tratamento de suspeitos de terrorismo ganharam o amparo jurídico da Casa Branca.

Além dos abusos, o informe revela que, num interrogatório de Khalid Sheikh Mohammed, mentor dos atentados de 11 de Setembro, a CIA ameaçou matar seus filhos caso novos atentados acontecessem nos EUA. (SD)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Uma homenagem a Nat King Cole

Amor Maiúsculo

Um tema para arqueólogos

Desde 1919, foram assinados 183 convênios internacionais que regulam as relações de trabalho no mundo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, desses 183 acordos, a França ratificou 115, a Noruega 106, a Alemanha 76 e os EUA...14.

O país que lidera o processo de globalização só obedece suas próprias leis. E assim garante suficiente impunidade às suas grandes corporações, que se lançam à caça de mão-de-obra barata e à conquista de territórios que as indústrias sujas possam contaminar ao seu bel prazer.

O texto é de Eduardo Galeano.

Eduardo Galeano (*) Data: 16/08/2009

A cada semana, mais de noventa milhões de clientes acorrem às lojas Wal-Mart. Aos seus mais de novecentos mil empregados é vedado filiar-se a qualquer sindicato. Quando um deles tem essa idéia, passa a ser um desempregado a mais. A vitoriosa empresa, sem nenhum disfarce, nega um dos direitos humanos proclamados pelas Nações Unidas: a liberdade de associação. O fundador da Wal-Mart, Sam Walton, recebeu em 1992 a Medalha da Liberdade, uma das mais altas condecorações dos Estados Unidos.


Um de cada quatro adultos norteamericanos e nove de cada dez crianças comem no McDonald´s a comida plástica que os engorda. Os empregados do McDonald´s são tão descartáveis quanto a comida que servem: são moídos pela mesma máquina. Também eles não têm o direito de se sindicalizar.

Na Malásia, onde os sindicatos de operários existem e atuam, as empresas Intel, Motorola, Texas Intruments e Hewlett Packard conseguiram evitar esse aborrecimento, graças a uma gentileza do governo.

Também não podiam agremiar-se as 1901 operárias que morreram queimadas na Tailândia, em 1993, no galpão trancado por fora onde fabricavam os bonecos de Sesame Street, Bart Simpson e os Muppets.

Durante sua disputa eleitoral, Bush e Gore coincidiram na necessidade de continuar impondo ao mundo o modelo norteamericano de relações trabalhistas. “Nosso estilo de trabalho”, como ambos o chamaram, é o que está determinando o ritmo da globalização, que avança com botas de sete léguas e entra nos mais remotos rincões do planeta.

A tecnologia, que aboliu as distâncias, permite agora que um operário da Nike na Indonésia tenha de trabalhar cem mil anos para ganhar o que ganha, em um ano, um executivo da Nike nos EUA, e que um operário da IBM nas Filipinas fabrique computadores que ele não pode comprar.

É a continuação da era colonial, numa escala jamais vista. Os pobres do mundo seguem cumprindo sua função tradicional: proporcionam braços baratos e produtos baratos, ainda que agora produzam bonecos, tênis, computadores ou instrumentos de alta tecnologia, além de produzir, como antes, borracha, arroz, café açúcar e outras coisas amaldiçoadas pelo mercado mundial.

Desde 1919, foram assinados 183 convênios internacionais que regulam as relações de trabalho no mundo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, desses 183 acordos, a França ratificou 115, a Noruega 106, a Alemanha 76 e os EUA...14. O país que lidera o processo de globalização só obedece suas próprias leis. E assim garante suficiente impunidade às suas grandes corporações, que se lançam à caça de mão-de-obra barata e à conquista de territórios que as indústrias sujas possam contaminar ao seu bel prazer. Paradoxalmente, este país que não reconhece outra lei além da lei do trabalho fora da lei, é o mesmo que agora diz: não há outro remédio senão incluir “cláusulas sociais” e de “proteção ambiental” nos acordos de livre comércio. Que seria da realidade sem a publicidade que a máscara?

Essas cláusulas são meros impostos que o vício paga à virtude, debitados na rubrica Relações Públicas, mas a simples menção dos direitos trabalhistas deixa de cabelo em pé os mais fervorosos advogados do salário da fome, do horário de elástico e da livre despedida. Quando deixou a presidência do México, Ernesto Zedillo passou a integrar a diretoria da Union Pacific Corporation e do consórcio Procter & Gamble, que opera em 140 países. Além disso, encabeça uma comissão das Nações Unidas e divulga seus pensamentos na revista Forbes: em idioma tecnocratês, indigna-se contra “a imposição de estândares laborais homogêneos nos novos acordos comerciais”. Traduzido, isso significa: lancemos de uma vez na lata do lixo a legislação internacional que ainda protege os trabalhadores. O presidente aposentado ganha para pregar a escravidão. Mas o principal diretor-executivo da General Electric se expressa com mais clareza: “Para competir é preciso espremer os limões”. Os fatos são os fatos.

Diante das denúncias e dos protestos, as empresas lavam as mãos: não fui eu. Na indústria pós-moderna, o trabalho já não está concentrado. Assim é em toda parte e não só na atividade privada. As três quartas partes do carro Toyota são fabricadas fora da Toyota. De cada cinco operários da Volkswagen no Brasil, apenas um é empregado da Vokswagen. Dos 81 operários da Petrobrás mortos em acidentes de trabalho nos últimos três anos, 66 estavam a serviço de empresas terceiristas que não cumprem as normas de segurança. Através de trezentas empresas contratadas, a China produz a metade de todas as bonecas Barbie para as meninas do mundo. Na China há sindicatos, sim, mas obedecem a um estado que, em nome do socialismo, ocupa-se em disciplinar a mão-de-obra: “Nós combatemos a agitação operária e a instabilidade social para assegurar um clima favorável aos investidores”, explicou recentemente Bo Xilai, secretário-geral do Partido Comunista num dos maiores portos do país.

O poder econômico está mais monopolizado do que nunca, mas os países e as pessoas competem no que podem: vamos ver quem oferece mais em troca de menos, vamos ver quem trabalha o dobro em troca da metade. À beira do caminho vão ficando os restos das conquistas arrancadas por dois séculos de lutas operárias no mundo.

Os estabelecimentos moageiros do México, América Central e Caribe, que por algo se chamam sweat shops, oficinas de suor, crescem num ritmo muito mais acelerado do que a indústria em seu conjunto. Oito de cada dez novos empregos na Argentina, são precários, sem nenhuma proteção legal. Nove de cada dez empregos em toda a América Latina correspondem ao “setor informal”, eufemismo para dizer que os trabalhadores estão ao deus dará. Acaso a estabilidade e os demais direitos dos trabalhadores, dentro de algum tempo, serão temas para arqueólogos? Não mais do que lembranças de uma espécie extinta?

A liberdade do dinheiro exige trabalhadores presos no cárcere do medo, que é o cárcere mais cárcere de todos os cárceres. O deus do mercado ameaça e castiga; e bem o sabe qualquer trabalhador, em qualquer lugar. Hoje em dia o medo do desemprego, que os empregadores usam para reduzir seus custos de mão-de-obra e multiplicar a produtividade, é a mais universal fonte de angústia. Quem está a salvo de ser empurrado para as longas filas que procuram trabalho? Quem não teme ser transformado num “obstáculo interno” , isso para usar as palavras do presidente da Coca-Cola, que há um ano e meio explicou a demissão de trabalhadores dizendo “eliminamos os obstáculos internos”.

E uma última pergunta: diante da globalização do dinheiro, que divide o mundo em domadores e domados, seremos capazes de internacionalizar a luta pela dignidade do trabalho? Haja desafio...

(Artigo publicado originalmente em 2001 e incluído no livro “O teatro do bem e do mal”, publicado no Brasil pela L&PM)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Após 16 anos, Record compra documentário "Muito Além do Cidadão Kane"


20/08/2009 - 10h12

DIÓGENES MUNIZ

editor de Multimídia da Folha Online

Como parte dos esforços para atacar a Globo, a Record fez uma aquisição poderosa: comprou o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ("Beyond Citizen Kane"). A emissora fechou o negócio nesta semana, mas já havia tentado adquirir os direitos de exibição para TV brasileira nos anos 90. Segundo apurou a Folha Online, o material saiu por menos de US$ 20 mil para a emissora do bispo Edir Macedo.

Produtor John Ellis vendeu os direitos de exibição para Record

Saiba mais sobre a Igreja Universal do Reino de Deus

Desde a semana passada, quando Globo e Record começaram a se atracar em rede nacional, o nome da produção voltou à baila. No entanto, quase tudo o que se diz sobre ela --de sua suposta proibição à autoria do trabalho-- é equivocado.

A Record já vinha veiculando trechos do documentário em seus telejornais noturnos antes da aquisição. O filme chegou a ser citado no "Repórter Record" de domingo (16).

Transmitido pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, "Muito Além..." mostra o empresário Roberto Marinho (1904-2003) como ícone da concentração da mídia no Brasil --daí a referência a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941).

Simon Hartog, diretor da obra, morreu em 1992, antes de o trabalho ser exibido. Seu produtor e braço-direito era John Ellis, que se tornou a partir daí o responsável pelo projeto. Ellis deteve, até o começo dessa semana, o direito de exibição do filme em TV aberta no Brasil, agora na mão da Record.

Mesmo legendado de forma capenga, o documentário se transformou num "hit" no país antes da internet ser o que é hoje --ou seja, circulava em VHS. Custou cerca de US$ 260 mil [R$ 445 mil] à extinta empresa Large Door, na qual Hartog e Ellis eram sócios.

A produtora independente fez o longa para o canal britânico Channel 4, responsável por sua transmissão (a BBC nunca teve qualquer ligação com a produção, diferentemente do que a própria Record insiste em divulgar). Curiosidade: uma das maiores audiências do Channel 4 é o "Big Brother", também carro-chefe da Globo.


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Site da Igreja Universal do Reino de Deus destaca o filme "Muito Além do Cidadão Kane" em sua página principal


Bastidores

Em entrevista ao caderno "Mais!" publicada em fevereiro do ano passado, Ellis revelou que tanto Globo quanto Record tentaram comprar os direitos do filme nos anos 90 --a primeira para engavetá-lo, a segunda pare exibi-lo. Ellis disse também que o título nunca foi proibido ou embargado pela Justiça brasileira.

"A igreja [Universal do Reino de Deus] já tinha uma filial em Londres naquela época [começo dos anos 90]. Mas percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo", relatou o produtor.

Agora, a Record pode se concentrar em exibir os trechos "autorais" do filme, ou seja, limar as imagens da TV Globo e focar nos relatos e entrevistas.

Políticos como Leonel Brizola (1922-2004), Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e Luiz Inácio Lula da Silva --apresentado então como líder sindical-- falam sobre a emissora carioca no filme. "Nada se faz [no Brasil] sem consultar o dr. Roberto Marinho. É assustador", diz o cantor Chico Buarque, no início da fita.

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Em outro trecho da entrevista à Folha no ano passado, este inédito, Ellis criticou o envolvimento da Iurd com a Record.

"Por que uma igreja deveria gastar seu dinheiro desse modo [em TV] quando há muitos assuntos urgentes que merecem seu dinheiro e atenção? Como eles respondem a isso?", questionou à época.

A Justiça recebeu neste mês denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo, fundador da Iurd, e mais nove integrantes da igreja, sob acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Procurada pela reportagem, a Record não confirmou tampouco negou a compra de "Muito Além do Cidadão Kane".

No Google Videos, o documentário está disponível na íntegra desde fevereiro de 2006. Também aparece hospedado no site da Igreja Universal, o ArcaUniversal.com.br

Hora de ir ao médico

SAÚDE

Hora de ir ao médico

Ilustração Fernanda Simionato

RACHEL BOTELHO DA REPORTAGEM LOCAL

Todo mundo sabe que uma dor no peito ou uma dor abdominal aguda são motivos para ir correndo ao pronto-socorro. Mas outros sintomas menos óbvios deixam dúvida sobre a necessidade de procurar ajuda.
Baseada em uma lista elaborada pela Clínica Mayo, nos EUA, com dez sinais que precisam de cuidados médicos, a Folha ouviu especialistas para saber o que cada um pode indicar e que atitude é preciso tomar.
David Lewi, clínico-geral e infectologista do hospital Albert Einstein e professor da Unifesp, afirma que alguns dos sintomas listados são mais importantes do que outros. "Mas cada um tem razão de ser."
Alfredo Salim, clínico-geral e médico de família do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta outros sinais que demandam atenção, como tontura, sensação de queda de pressão, inchaço súbito e sede intensa.
Para Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da USP, outro sintoma importante é um inchaço progressivo na perna ou no rosto, que indica problemas de fígado, rim ou coração.

1) DOR DE CABEÇA FORTE REPENTINA
É caso de urgência: a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um hospital. "Em quem não tem enxaqueca, o grande medo é um sangramento na cabeça, o derrame ou AVC hemorrágico", afirma Arnaldo Lichtenstein. Alfredo Salim define o sintoma como "uma explosão de dor de cabeça" e lembra que é uma das causas de morte súbita. Diferentemente do que reza o senso comum, o problema atinge pessoas de todas as idades. "Jovens podem ter um aneurisma [rompimento de vasos] que leva ao AVC hemorrágico, e os pacientes hipertensos podem sofrer ruptura de vasos cerebrais", explica. Outras possibilidades são meningite -com dor de cabeça e rigidez do pescoço- e encefalite.

2) PERDA DE PESO SEM EXPLICAÇÃO
Uma perda involuntária de peso nos últimos três a seis meses pode ter inúmeras causas e deve ser investigada. Como parâmetro, os médicos consideram 10% do peso total, mas, no caso dos obesos, o simples fato de parar de engordar sem motivo pode ser indicativo de hipertireoidismo, depressão, doenças do fígado e câncer. Para David Lewi, do Einstein, doença oncológica é a principal suspeita quando a perda de peso ocorre sem outros sintomas. Acompanhada de febre, pode ser tuberculose. Outras doenças, como lúpus eritrematoso sistêmico, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes costumam causar, também, febre, dor articular e manchas pelo corpo. O hipertiroidismo, por sua vez, pode provocar sudorese e mão trêmula. "Se a pessoa continua comendo, eu pensaria em problema na tireoide, diabetes e causas endrocrinológicas. Em idoso, a maior causa é a depressão", afirma Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, em jovens o emagrecimento injustificado pode ser sinal de anorexia nervosa, bulimia e problemas psiquiátricos, além de hipertireoidismo e diabetes.

3) FRAQUEZA, PERDA DE VISÃO OU DA FALA SÚBITA
Se você tem esses sintomas, minutos contam, alerta a equipe da Clínica Mayo. Eles são sinais de um AVC ou de um "ataque isquêmico transitório", chamado também de mini-AVC. Procure atendimento logo se tem fraqueza súbita ou paralisia em um dos lados do corpo, perda, diminuição da visão ou visão borrada repentinamente, perda da fala ou problemas para entender os outros, vertigem inexplicável ou perda de equilíbrio. "Trata-se da perda súbita do fluxo cerebral por conta de algum problema na artéria, como um coágulo de sangue ou uma doença arterial que causa obstrução", afirma Lewi. O médico ressalta a importância de socorro rápido. "Hoje, se for atendido em três 3 horas, a pessoa pode se recuperar e ficar sem sequelas." Nada de perder tempo, portanto.

4) VER FLASHES DE LUZ
O mais específico dos sintomas pode sinalizar um rasgo na retina que, se não for tratado com urgência, pode levar ao descolamento da retina e à perda parcial ou total da visão. "O primeiro sintoma é um relâmpago, como se estivessem tirando fotos com flash. Depois, o sinal do descolamento são manchas escuras no campo visual, como se fechassem a cortina", afirma a oftalmologista Nilva Moraes, do Instituto da Visão da Unifesp. Segundo ela, o melhor a fazer é convocar um oftalmologista de confiança e partir para o pronto-socorro. Em pessoas saudáveis, os fatores de risco são trauma ocular, miopia superior a seis graus e idade superior a 50 anos. Na opinião de Lichtenstein, esse sintoma não deveria estar na lista. "É muito específico e, geralmente, ocorre em um olho só", justifica.

5) DELÍRIOS
Mudanças em comportamento ou pensamento podem ser causadas por muitos problemas, incluindo infecção, condições psiquiátricas ou medicamentos, especialmente aqueles que começaram a ser administrados recentemente. O paciente pode apresentar uma confusão severa ou uma mudança rápida no estado mental, como da letargia para a agitação. "Na primeira manifestação é urgente", afirma Salim. Os delírios podem sinalizar um AVC, um tumor e também uma doença infecciosa viral, a encefalite. "Nesse caso, o tempo que leva para procurar o médico define como o problema vai evoluir e se a pessoa vai sair sem sequelas ou mesmo sobreviver", afirma Lewi. Os delírios podem vir acompanhados de dor de cabeça súbita e mudança de personalidade. Salim menciona ainda os problemas psiquiátricos. "Surto psicótico agudo começa com delírio", diz. Já nos idosos as causas podem ser variadas. "Qualquer problema sistêmico pode dar delírios, como desidratação e infecção", pondera Lichtenstein.

6) SENTIR-SE SACIADO APÓS COMER POUCO
Sentir-se satisfeito antes que o normal ou depois de comer menos do que o costume não em uma refeição, mas por mais de uma semana, é razão suficiente para procurar um médico clínico ou um gastroenterologista. Frequentemente, pode vir acompanhada de outros sintomas, como náuseas, vômitos, inchaço, febre e perda ou ganho de peso. "Enquanto a alteração do hábito intestinal está ligado ao intestino, a saciedade tem relação com o estômago. É uma queixa comum de gastrite e úlcera -não precisa nem ter queimação- e pode até ser câncer", afirma Arnaldo. Para Salim, o problema pode ter outras origens, como fígado, vesícula e esôfago. "E também pode indicar problemas cardiológicos, como insuficiência cardíaca e obstrução de coronária direita, mas não é comum", ressalva.

7) FEBRE ALTA OU PERSISTENTE
Febre superior a 37,8ºC, com duração acima de quatro dias, precisa ser investigada. Segundo Lewi, 60% das febres de origem indeterminada são de natureza infecciosa, entre elas as bacterianas, como infecção do trato urinário e meningite. O restante pode ser causado por tumores, alguns medicamentos de uso crônico (anticonvulsivante) e doenças reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide. "É um quadro que implica tratamento rápido, porque sem antibiótico a pessoa pode evoluir mal e até morrer", afirma o médico. Alfredo Salim Helito, do Sírio-Libanês, concorda. "Quando vem associada a mal-estar, tosse, queda do estado geral, transpiração ou confusão mental, deve-se procurar um atendimento de emergência", afirma. Se a pessoa sentir tremores, também, pois é indício de infecção bacteriana.

8) FÔLEGO CURTO
Se a pessoa apresenta uma dificuldade súbita de respirar ou está arfando em busca de ar, não há dúvida de que se trata de uma emergência hospitalar. "É um sintoma que merece ser visto rapidamente, porque pode ser algo banal ou problemas sérios, como embolia pulmonar, infarto e insuficiência cardíaca descompensada", afirma Helito. Se a falta de ar vem se agravando há meses, pode ser um sintoma de doenças pulmonares ou cardíacas. "Se tem menos de uma semana, pode ser asma, pneumonia ou embolia, e a pessoa precisa ir ao pronto-atendimento. O infarto, em algumas pessoas, pode vir só com falta de ar, sem dor", diz Arnaldo Lichtenstein, do HC. Já a embolia pulmonar, outro quadro grave que exige socorro imediato, vem sempre associada a trombose em um dos membros, principalmente os inferiores, que incham repentinamente.

9) MUDANÇAS INEXPLICÁVEIS DOS HÁBITOS INTESTINAIS
Para Lichtenstein, uma pessoa que tem hábito intestinal diário, passa três ou quatro dias constipada e depois tem uma diarreia deve ligar o sinal de alerta. Segundo Lewi, fezes com sangue, diarreia com duração de uma semana e constipação que dura mais de três semanas podem sinalizar infecção bacteriana, viral ou infestação por parasitas. "Não pode ter esses sintomas e deixar de ir ao médico. Se houver um único sangramento vivo, em grande quantidade, é melhor ir ao pronto-atendimento", afirma ele, para quem câncer de cólon e doenças intestinais inflamatórias -como retocolite ulcerativa, uma inflamação de natureza autoimune, e doença de Khron- podem provocar esses sintomas. Depressão, ansiedade, problemas inflamatórios intestinais ou na tireoide também não podem ser descartados. "O intestino é um órgão de choque de muitos problemas que não são intestinais. O indicado é procurar um clínico ou ir direto a um gastroenterologista", diz.

10) JUNTAS QUENTES, VERMELHAS OU INFLAMADAS
Esse é o campo dos reumatologistas. A exceção são os casos em que somente uma das juntas está inchada ou inflamada, o que pode sinalizar uma infecção e geralmente tem febre associada. "A artrite séptica é causada por bactérias e pode ser identificada quando uma junta única fica quente, muito inchada e extremamente dolorida. É urgentíssimo, porque precisa drenar a articulação e tirar o pus", afirma Salim. Se atinge mais de uma junta, pode ser um episódio de gota, artrite reumatoide, lúpus, febre reumática. Arnaldo Lichtenstein menciona ainda doenças sistêmicas, como leucemias, anemia falciforme e problemas endocrinológicos, como possíveis causas dos sintomas.

Camille Claudel



Você pode fazer o download do filme sobre a vida e a arte de Camille Claudel, com Isabelle Adjani no papel de Camille Claudel e Gérard Depardieu no de Auguste Rodin clicando aqui.

As legendas voce encontra aqui.

Use para fazer o download do filme o software gratuito uTorrent e não esqueça de instalar o VobSub.

domingo, 23 de agosto de 2009

Ministério de Notícias Cretinas - Barrichello agradece Massa por dicas valiosas

Se um cara só consegue ganhar depois de cinco anos, e assim mesmo usando as "dicas" do Felipe Massa, já devia ter trocado de profissão há mais de cinco anos...

As únicas pessoas que acreditam que Barrichello tem vocação para piloto de F-1 são ele, sua mãe, e o Diretor da Ferrari - minto, só ele e o cara da Ferrari, sua mãe já faz tempo que diz a ele que teria mais sucesso como dono de pastelaria....

Domingo, 23 de agosto de 2009, 15:54

Barrichello agradece Massa por dicas valiosas

ALAN BALDWIN - REUTERS

VALÊNCIA, ES - O brasileiro Rubens Barrichello agradeceu ao convalescente Felipe Massa pelas dicas que o ajudaram a por fim a uma espera de cinco anos por uma vitória neste domingo.

Massa venceu com sua Ferrari a corrida inaugural em Valência na última temporada.

Barrichello, que conquistou a centésima vitória de um piloto brasileiro na F1 no Grande Prêmio da Europa, correu com uma mensagem de 'volte logo' no capacete para Massa.

O piloto de 37 anos da Brawn revelou que o compatriota e vice-campeão do ano passado lhe deu alguns conselhos úteis.

Alguns dos conselhos de Felipe Massa a Rubens Barrichello:
- Use o acelerador, idiota!
- Não deixe o cara da direita ultrapassar só porque ele é bonzinho!
- Para com essa mania de usar sempre o freio nas retas!
- Olha o retrovisor, sua besta!
- Segura o volante com as duas mãos!

"Passei uma tarde inteira com ele e ele tem uma ótima memória," disse Barrichello. "Ele falou sobre as linhas do circuito e com certeza isso me ajudou, porque ele foi sensacional aqui no ano passado e eu assisti à corrida depois que conversamos."

"Foi ótimo ter as cores dele comigo, ele ter me falado de como pilotou no ano passado, então a vitória foi dele também."

A décima vitória da carreira de Barrichello, a primeira desde que corria com Michael Schumacher na Ferrari em 2004, uniu as comemorações em torno de uma figura popular que correu em mais provas que qualquer outro.

O veterano, cuja carreira parecia ter se encerrado quando a Honda, antecessora da Brawn, se retirou da categoria em dezembro último, (o automobilismo perdeu uma otima oportunidade de preencher uma lacuna com a saida de Barrichello) soluçava no rádio do carro ao cruzar a linha de chegada em um momento que gostaria que durasse para sempre.

MUITO EMOCIONANTE

"Trabalhei com quase 80 por cento do paddock," disse ele antes de ser encharcado em champanhe e atirado ao ar por seus companheiros de equipe.

"Todas minhas vitórias parecem muito emocionantes. Eles (as outras equipes) são parte disso também, todos com quem trabalhei. Foi um dia fantástico."

"Muita coisa passou pela minha cabeça. Aprendi nesses 17 anos a não ser emotivo. Consigo congelar meus pensamentos e só pilotar, e tenho feito isso muito bem," acrescentou.

"Alguns erros (apenas cerca de 587 erros!) no começo da minha carreira aconteceram por causa desses pensamentos emotivos e tal (ele ficava concentrado em deixar os outros passar, afinal é um rapaz gentil...), mas hoje foi bom. Estava concentrado, mas nas últimas dez voltas tudo veio à minha mente." (Tudo o que, cara-pálida? Pisar no acelerador?)

"Você ouve todos os ruídos. (Ele se refere ao coro "DE-SIS-TE, DE-SIS-TE, DE-SIS-TE) Ouve tudo e pode ver as pessoas nas arquibancadas. Foi duro mas fantástico. Como eu disse, parece ser sempre emocionante quando eu venço, mas espero ter muito mais."

O brasileiro estará sem contrato no final da temporada (olha aí a chance da F-1 melhorar de nível, com a saída de Rubinho fica preenchida uma lacuna) e Nick Fry, executivo-chefe da equipe, recusou a falar sobre o time de 2010. (Claro, pensa que o cara é idiota?) Mas estava encantado com o desempenho de Barrichello.

"Fiquei mais nervoso durante esta corrida do que em muitas outras, porque queríamos muito isso para o Rubens," disse ele à Reuters.

"Ele conseguir isso depois de tantos anos na F1 é um verdadeiro tributo ao seu entusiasmo por pilotar."

Os mundos paralelos de Richard Dawkins


Ciência e religião não se misturam no mundo de Dawkins, ele endossa a primeira e rejeita a segunda. Veja a entrevista com o biólogo e evolucionista Richard Dawkins feita da Flip.